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PM e marido têm prisões decretadas em audiência de custódia por suspeita de participação em morte de policial

Quem é a PM presa por envolvimento na morte de policial encontrado carbonizado no CE A Justiça decretou as prisões da policial militar Júlia Natália Girão...

PM e marido têm prisões decretadas em audiência de custódia por suspeita de participação em morte de policial
PM e marido têm prisões decretadas em audiência de custódia por suspeita de participação em morte de policial (Foto: Reprodução)

Quem é a PM presa por envolvimento na morte de policial encontrado carbonizado no CE A Justiça decretou as prisões da policial militar Júlia Natália Girão Gomes e do marido dela, Antoneudo Ribeiro Lima Júnior, em audiências de custódia realizadas nesta quinta-feira (13), por suspeita de participação do casal na morte do soldado Raphael Sampaio da Silva, encontrado carbonizado dentro de um carro em Itaitinga, na região metropolitana de Fortaleza. Para Júlia Natália, o juiz do 7º Núcleo de Custódia e Garantias, de Maracanaú, decretou prisão preventiva (sem prazo definido para expirar). E, para Antoneudo Ribeiro, o magistrado decretou prisão temporária (com tempo determinado para expirar). A policial militar foi presa em flagrante, na última terça (11), por suspeita de participação no homicídio. Já Antoneudo foi preso em flagrante por posse de munições e de documentos falsos. A prisão em flagrante do suspeito foi relaxada pelo juiz, na audiência de custódia. O g1 procurou as defesas dos suspeitos, mas o advogado da PM não quis comentar a decisão da audiência de custódia e a defesa do marido dela não foi localizada. Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) informou que, apesar dos flagrantes não terem sido homologados pelo juiz (isto é, não foram reconhecidos), "Júlia Natália teve a prisão preventiva decretada a pedido do Ministério Público e da autoridade policial. Já Antoneudo teve a prisão relaxada, mas continua preso por existir um mandado de prisão contra ele em outro processo, que tramita em segredo de justiça". O órgão não informou mais detalhes sobre as decisões judiciais, em razão do processo tramitar em sigilo. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) confirmou que, após pedidos da Polícia Civil, "o Poder Judiciário deferiu pela prisão preventiva de uma policial militar e pela prisão temporária do marido dela por suspeita de envolvimento no homicídio". Segundo a SSPDS, "diligências e oitivas seguem no intuito de aprofundar e colher mais informações sobre a participação de ambos no crime". Júlia foi filmada na oficina do marido, em Fortaleza, no momento em que ela disse em depoimento à polícia ter ficado amarrada próximo ao local do crime que vitimou o soldado Raphael. A contradição foi um dos pontos que levou à prisão em flagrante da suspeita. Antoneudo também é investigado por participação no homicídio, mas não foi autuado pelo crime. A policial militar já respondia por estelionato, lavagem ou ocultação de bens e por integrar organização criminosa. Já o marido tem antecedentes criminais por estelionato, falsa identidade, lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores, integrar organização criminosa, receptação e posse irregular de arma de fogo de uso permitido. LEIA TAMBÉM: Quem é a PM presa por envolvimento na morte de policial encontrado carbonizado em carro na Grande Fortaleza PM presa por envolvimento na morte de policial foi filmada na oficina do marido no momento em que dizia estar amarrada A policial militar Júlia Natália Girão Gomes e o marido dela, Antoneudo Ribeiro Lima Júnior, presos em Fortaleza. Reprodução Soldado carbonizado O corpo de Raphael foi encontrado carbonizado em um carro horas antes da prisão de Júlia Natália. A Polícia Civil suspeita que a PM forjou estar na cena do crime para se passar por vítima junto de Raphael. Os investigadores suspeitam que eles tivessem um relacionamento amoroso extraconjugal. A soldado, que foi admitida na Polícia Militar do Ceará em novembro de 2024, foi autuada em flagrante por homicídio na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, em Fortaleza. O advogado Walmir Medeiros, que representa a defesa da policial militar, disse à TV Verdes Mares que "ela não poderia estar presa em flagrante, porque ela foi pra delegacia, não foi buscada. Então, esse flagrante não cabe. Se a pessoa se apresenta, tem que ser feito um inquérito. Ela se apresentou e foi presa em flagrante". Soldado Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos, encontrado carbonizado dentro de um carro, estava na Polícia Militar desde junho de 2022. Reprodução Esquema criminoso A Polícia Civil explicou que os antecedentes dos suspeitos presos são referentes a um inquérito instaurado em junho de 2025 pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos, após denúncia formalizada por uma empresa de transporte por aplicativo. De acordo com as investigações, o casal e outras 11 pessoas integravam um esquema voltado à criação de contas falsas na plataforma. Diante dos elementos levantados, em setembro de 2025, Antoneudo foi preso e indiciado por organização criminosa, falsa identidade, lavagem de dinheiro e fraude eletrônica. Por sua vez, a policial militar foi indiciada por organização criminosa e lavagem de dinheiro. O enquadramento por organização criminosa "decorre da prática reiterada dos ilícitos apurados ao longo da investigação policial conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos", disse a Secretaria da Segurança em nota. Investigação é após entrada na PM Júlia Natália Girão Gomes, Raphael Sampaio da Silva e Antoneudo Ribeiro Lima Júnior Reprodução A Secretaria da Segurança Pública explicou que Júlia Natália ingressou na corporação por meio do concurso público realizado em 2021, tendo sido convocada em 2022, período em que se encontrava gestante. A etapa de investigação social do certame foi concluída em fevereiro de 2022, não havendo registro de reprovação da candidata nessa fase. Na ocasião, a única etapa não realizada no período inicialmente previsto foi o Teste de Aptidão Física (TAF), em razão da gestação. Posteriormente, Júlia Natália realizou o exame e foi considerada apta, prosseguindo regularmente nas demais etapas do concurso. Em 2024, realizou o Curso de Formação de Soldados e, após a conclusão, passou a integrar o efetivo da corporação na graduação de soldado, em novembro de 2024. “Portanto o ingresso da soldado na PMCE, foi anterior ao cometimento dos crimes”, reforçou a pasta.

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