PM detida por morte de policial e marido dela têm prisões mantidas em audiências de custódia
Quem é a PM presa por envolvimento na morte de policial encontrado carbonizado no CE A Justiça manteve as prisões da policial militar Júlia Natália Girão ...
Quem é a PM presa por envolvimento na morte de policial encontrado carbonizado no CE A Justiça manteve as prisões da policial militar Júlia Natália Girão Gomes e do marido dela, Antoneudo Ribeiro Lima Júnior, em audiências de custódia realizadas nesta quinta-feira (13). A PM foi presa em flagrante pela morte do soldado Raphael Sampaio da Silva, encontrado carbonizado dentro de um carro em Itaitinga, na região metropolitana de Fortaleza. Já Antoneudo foi preso por posse de munições e de documentos falsos. Para Júlia Natália, o juiz decretou prisão preventiva (sem prazo definido para expirar). E, para Antoneudo Ribeiro, prisão temporária (com tempo determinado para expirar). Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Júlia foi filmada na oficina do marido, em Fortaleza, no momento em que ela disse em depoimento à polícia ter ficado amarrada próximo ao local do crime que vitimou o soldado Raphael. A contradição foi um dos pontos que levou à prisão em flagrante da suspeita. Antoneudo também é investigado por participação no homicídio, mas não foi autuado pelo crime. O casal também é investigado por um esquema criminoso que vendia perfis falsos em aplicativos de transporte. Em setembro do ano passado, Antoneudo foi capturado por vender os perfis falsos. Não há informação de quando ele saiu da prisão. LEIA TAMBÉM: Quem é a PM presa por envolvimento na morte de policial encontrado carbonizado em carro na Grande Fortaleza PM presa por envolvimento na morte de policial foi filmada na oficina do marido no momento em que dizia estar amarrada O homem é apontado como o articulador da fraude, enquanto a mulher atuava como colaboradora, cedendo dados pessoais, além de instrumentos financeiros e de comunicação para viabilizar as atividades criminosas do grupo. Ele tem antecedentes criminais por estelionato, falsa identidade, lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores, integrar organização criminosa, receptação e posse irregular de arma de fogo de uso permitido. Já a policial militar responde por estelionato, lavagem ou ocultação de bens e por integrar organização criminosa. A policial militar Júlia Natália Girão Gomes e o marido dela, Antoneudo Ribeiro Lima Júnior, presos em Fortaleza. Reprodução Soldado carbonizado O corpo de Raphael foi encontrado carbonizado em um carro horas antes da prisão de Júlia Natália. A Polícia Civil suspeita que a PM forjou estar na cena do crime para se passar por vítima junto de Raphael. Os investigadores suspeitam que eles tivessem um relacionamento amoroso extraconjugal. A soldado, que foi admitida na Polícia Militar do Ceará em novembro de 2024, foi autuada em flagrante por homicídio na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, em Fortaleza. O advogado Walmir Medeiros, que representa a defesa da policial militar, disse à TV Verdes Mares que "ela não poderia estar presa em flagrante, porque ela foi pra delegacia, não foi buscada. Então, esse flagrante não cabe. Se a pessoa se apresenta, tem que ser feito um inquérito. Ela se apresentou e foi presa em flagrante". Soldado Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos, encontrado carbonizado dentro de um carro, estava na Polícia Militar desde junho de 2022. Reprodução Esquema criminoso A Polícia Civil explicou que os antecedentes dos suspeitos presos são referentes a um inquérito instaurado em junho de 2025 pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos, após denúncia formalizada por uma empresa de transporte por aplicativo. De acordo com as investigações, o casal e outras 11 pessoas integravam um esquema voltado à criação de contas falsas na plataforma. Diante dos elementos levantados, em setembro de 2025, Antoneudo foi preso e indiciado por organização criminosa, falsa identidade, lavagem de dinheiro e fraude eletrônica. Por sua vez, a policial militar foi indiciada por organização criminosa e lavagem de dinheiro. O enquadramento por organização criminosa "decorre da prática reiterada dos ilícitos apurados ao longo da investigação policial conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos", disse a Secretaria da Segurança em nota. Investigação é após entrada na PM Júlia Natália Girão Gomes, Raphael Sampaio da Silva e Antoneudo Ribeiro Lima Júnior Reprodução A Secretaria da Segurança Pública explicou que Júlia Natália ingressou na corporação por meio do concurso público realizado em 2021, tendo sido convocada em 2022, período em que se encontrava gestante. A etapa de investigação social do certame foi concluída em fevereiro de 2022, não havendo registro de reprovação da candidata nessa fase. Na ocasião, a única etapa não realizada no período inicialmente previsto foi o Teste de Aptidão Física (TAF), em razão da gestação. Posteriormente, Júlia Natália realizou o exame e foi considerada apta, prosseguindo regularmente nas demais etapas do concurso. Em 2024, realizou o Curso de Formação de Soldados e, após a conclusão, passou a integrar o efetivo da corporação na graduação de soldado, em novembro de 2024. “Portanto o ingresso da soldado na PMCE, foi anterior ao cometimento dos crimes”, reforçou a pasta.